Os problemas de audição costumam afetar as pessoas de maneira gradual, e seus sintomas podem demorar algum tempo para serem identificados. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em agosto de 2015 revelou que 1,1% dos brasileiros possuem deficiência de audição. Desse total, 21% apresentavam grau alto ou muito alto de restrições auditivas, com comprometimento das atividades de rotina.

Se você procura informações sobre cuidados com a própria saúde e de sua família, está no lugar certo. Neste post, vamos apresentar alguns indícios da perda de audição, as possíveis causas da condição e opções de tratamento. Acompanhe para saber mais!

Conheça os tipos de perda auditiva

A nossa capacidade auditiva diminui conforme a idade. Geralmente, isso começa a acontecer entre os 30 e 40 anos. Daí em diante, há uma redução progressiva e, na faixa dos 80 anos, a deficiência se torna significativa. A perda auditiva se divide em duas categorias:

1. Neurossensorial

Ocorre a partir do momento em que o som não chega até o sistema auditivo interno. Ela pode ser consequência do excesso de cerúmen (cera), de infecções no ouvido médio, ferimentos no tímpano ou Otosclerose (crescimento anormal nos ossos do ouvido, que acaba imobilizando o estribo e levando à surdez).

2. Condutiva

Nesse tipo, a causa está na falha do nervo auditivo. As ondas sonoras chegam ao ouvido interno; porém, em decorrência de danos sofridos, o nervo não transforma as vibrações recebidas em sinais elétricos para o cérebro.

Entenda as principais causas dos problemas de audição

Os motivos para o surgimento de problemas auditivos são diversos e podem partir de doenças ou de hábitos cotidianos. Confira as causas mais comuns de perda auditiva:

Poluição sonora

É uma das principais causas dos problemas de audição. Quanto maior o tempo de exposição, maior a possibilidade de haver perda definitiva da capacidade de ouvir. Ambientes onde os ruídos fazem parte do dia a dia (fábricas, construções, siderúrgicas, entre outros) podem provocar graves danos ao aparelho auditivo.

Envelhecimento

Outra causa significativa da diminuição auditiva é o envelhecimento, em função das alterações degenerativas. Essa perda associada à idade é chamada de Presbiacusia. Ela compromete o osso temporal, as vias auditivas e o córtex cerebral. O envelhecimento também afeta o labirinto posterior.

Hereditariedade

Mutações genéticas herdadas dos pais pelos filhos podem ocasionar uma deficiência auditiva congênita. Seus sintomas podem ser diagnosticados nos primeiros meses ou anos de vida dos pequenos. O diagnóstico é realizado a partir de exames audiométricos, avaliação do histórico familiar do paciente e análise genética molecular.

Exposição a ruídos explosivos

Ruídos muito intensos, como um explosivo ou um tiro de arma de fogo, podem acarretar um trauma acústico. Esse trauma é uma súbita perda auditiva em decorrência da intensidade sonora. A exposição contínua aos ruídos altos também pode ocasionar perda auditiva induzida por ruído (PAIR).

Aprenda a identificar a perda de audição

Para ajudar a verificar se você ou algum de seus familiares têm esse problema, observe as seguintes situações:

  • ver televisão com som alto: pessoas com problemas de audição escutam a televisão com o volume mais alto que o normal. Quando assistem na companhia de outras pessoas, é comum que elas peçam para aumentar o volume;
  • não escutar o telefone ou a campainha tocando;
  • confundir falas com sussurros: ter a sensação de que outras pessoas estão sussurrando pode ser sinal de algum problema de audição;
  • ter dificuldade para ouvir em ambientes específicos: geralmente, lugares muito barulhentos dificultam a nossa audição. Porém, se nessas situações a pessoa não conseguir escutar falas inteiras, é aconselhável fazer um exame para avaliar os ouvidos.

As opções de tratamento para problemas de audição são várias: remoção do cerúmen; tratamento das infecções agudas; timpanoplastia (reconstrução de tímpano perfurado); uso de aparelho auditivo; e implantes. Entretanto, evite a automedicação. A decisão deve ser tomada pelo médico especialista que, a partir de exames e diagnósticos, determinará a gravidade do problema e indicará os melhores tratamentos para a perda auditiva.

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