O acidente vascular cerebral, também chamado de derrame, AVE ou AVC, ocorre quando há entupimento ou rompimento de um vaso sanguíneo na região encefálica. Durante o episódio, é comum surgirem sintomas, como dormência de um lado do corpo, tontura e dificuldade na fala. Tais sintomas podem trazer sequelas, o que ressalta a importância da fisioterapia na reabilitação dos pacientes.

Como cada caso tem suas particularidades, os cuidados e tipo de abordagem também são diferentes para cada indivíduo. Neste artigo, discutiremos as opções de tratamento fisioterápico e seus principais benefícios. Confira!

Quais são os tipos de fisioterapia para tratamento de AVC?

Existem três principais modalidades de fisioterapia para a recuperação de um AVE:

1. Respiratória

Ela melhora a assimilação de oxigênio dos pacientes. É especialmente indicada para indivíduos que possuem doenças cardiorrespiratórias, pois controla a pressão arterial e torna a frequência cardíaca mais estável.

2. Motora

É o principal tipo de fisioterapia realizada em pacientes que sofreram um AVC. Durante o processo, o paciente treina como realizar os movimentos básicos e recupera o controle sobre sua mobilidade, fortalecendo os músculos e ossos.

3. Aquática

A fisioterapia aquática é uma solução dinâmica e agradável para pacientes que sofreram lesões mais graves durante o AVC. A imersão dá a sensação de o corpo estar mais leve, uma vez que a água ajuda a sustentar parte do peso do paciente, tornando os movimentos mais fáceis e gerando menos impacto.

Quais são os principais benefícios da fisioterapia?

A importância da fisioterapia vai muito além da reabilitação do paciente. Alguns de seus benefícios são:

1. Fortalecimento e estabilização do tronco

A região do tronco é uma das mais importantes do corpo, uma vez que concentra grande parte dos órgãos vitais. O fortalecimento dessa musculatura permite que o paciente tenha uma postura mais estável, evitando quedas, dores na coluna e possíveis lesões internas.

2. Aumento da resistência

Outro ponto positivo é o aumento da resistência óssea e muscular. Isso permite que o paciente volte a realizar suas tarefas rotineiras sem sentir dor, além de trazer mais qualidade de vida.

3. Melhora do equilíbrio

Uma vez que todo o sistema muscular e esquelético é fortalecido, a coordenação do corpo também é melhorada. Além disso, são realizadas sessões específicas para trabalhar o equilíbrio do paciente, que pode ficar comprometido após o AVC.

4. Recuperação da mobilidade global

Os benefícios citados só são alcançados quando o paciente recupera toda a mobilidade que tinha antes do derrame. Isso é alcançado com muito trabalho e dedicação, tanto do aluno quanto do profissional, uma vez que o corpo precisa reaprender a realizar as tarefas mais básicas.

O paciente que faz tratamento fisioterápico também recebe atenção, motivação e acompanhamento constante, todos fatores fundamentais para a reabilitação. 

Quando começar a fisioterapia?

Passadas 48 horas da ocorrência do AVE, o paciente já pode iniciar o tratamento no hospital. Após receber alta, é preciso continuar as sessões, sejam elas em domicílio, no ambiente hospitalar ou em centros de reabilitação especializados.

Como você pode ver, a fisioterapia é parte fundamental no tratamento de pacientes que sofreram um derrame. É por meio dela que se trabalha a reabilitação das funções básicas de mobilidade.

Além de considerar a importância da fisioterapia, saiba que a boa alimentação e a consulta com uma equipe multiprofissional também são passos indispensáveis para a recuperação geral do paciente.

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