Saber quais são as doenças genéticas mais comuns e como tratá-las é o desejo de muitas pessoas que prezam pela saúde. Entretanto, antes é preciso conhecer o conceito desse tipo de patologia.

Chamamos de doença genética todo distúrbio que envolve alteração no material genético de um indivíduo o DNA. Sendo assim, qualquer enfermidade de origem não infecciosa, não contagiosa e que atinja o material genético é considerada uma doença genética. Embora algumas delas apresentem natureza hereditária, nem todas têm essa característica.

Existem três tipos de doenças genéticas: as monogenéticas, as multifatoriais e as cromossômicas. As monogenéticas ocorrem quando há modificação na sequência de DNA de apenas um gene. Já as multifatoriais existem quando acontece mutação em mais de um gene e também podem se manifestar por meio da combinação entre fatores ambientais e estilo de vida. E as cromossômicas são caracterizadas pela modificação nos cromossomos, que podem ser em número ou em estrutura.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então continue lendo este artigo e confira!

Diabetes

É uma enfermidade crônica, decorrente da hiperglicemia (elevação da glicose no sangue). Uma de suas causas é a deficiência de insulina hormônio que regula os níveis de glicose no sangue. Isso ocorre porque a produção da substância pelo pâncreas não é suficiente para prover as necessidades do organismo ou porque existe a resistência à insulina, condição caracterizada pela dificuldade do corpo em processar adequadamente o hormônio.

Portadores de diabetes e indivíduos geneticamente propensos devem manter hábitos saudáveis por toda a vida, como cuidar da alimentação, realizar exercícios físicos com regularidade e manter o controle do peso. Embora não seja possível prevenir completamente a doença, hábitos saudáveis são essenciais, já que altos níveis de glicose em longo prazo podem resultar em sérios danos para os órgãos, os nervos e os vasos sanguíneos.

Câncer

Conhecido também como neoplasia maligna, o câncer abrange um grupo com mais de 100 doenças, cuja característica predominante é o crescimento e a multiplicação anormal das células. Esse crescimento descontrolado atinge os órgãos e os tecidos, podendo comprometer também outras partes do corpo.

As causas do câncer são multifatoriais, relacionadas a agentes ambientais e individuais. Os fatores ambientais incluem medicação, presença de parasitas e vírus e exposição a agentes desencadeantes, como metais pesados, substâncias radioativas, raios ultravioleta e cigarro. Já as razões individuais compreendem, entre outros motivos, a predisposição genética e as alterações hormonais.

Atividade física, alimentação saudável e a realização de exames preventivos feitos periodicamente a partir de certa idade são iniciativas importantes para a prevenção do câncer.

Daltonismo

O daltonismo, chamado também de cegueira parcial das cores ou discromatopsia, é uma alteração visual que tem por característica principal a incapacidade de distinção e percepção das cores, como o vermelho e o verde e, com menos frequência, o amarelo e o azul. Em casos raros, o indivíduo portador da doença pode apresentar visão acromática, enxergando apenas tons de preto, branco e cinza.

Na maioria das vezes, o daltonismo é uma condição genética ligada ao cromossomo X e, por isso, não há como prevenir o surgimento da doença, haja vista que existe uma alteração nos pigmentos de algumas cores nos cones (células nervosas do olho).

Contudo, outras enfermidades podem induzir ao daltonismo, entre elas o Parkinson, o Alzheimer e o diabetes, e ainda condições como lesões neurológicas, tumores cerebrais e deslocamento da retina. Quando desencadeado por essas doenças, o daltonismo tende a diminuir ou se estabilizar com o correto tratamento.

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