conheca-mais-sobre-o-tratamento-da-febre-amarela.jpegA primeira epidemia da enfermidade em território brasileiro é datada do século XVII e, ao que tudo indica, teve início em Pernambuco, ambiente perfeito para a proliferação dessa doença de verão. Na época, as pessoas desconheciam o tratamento da febre amarela e milhares padeceram com os sintomas desse mal.

Felizmente, hoje em dia é possível oferecer um tratamento eficaz para o problema, com o diagnóstico correto e precoce. Além disso, podemos contar também com a vacinação como forma de prevenção.

Mas, afinal, o que é a febre amarela? Quais são os seus principais sintomas? Como podemos nos prevenir e manter a doença longe de nossas casas? Continue a leitura e descubra a resposta para todos esses questionamentos!

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença causada por um vírus e transmitida aos humanos e aos primatas por um mosquito. No meio urbano, a transmissão é feita pelo mesmo inseto vetor da dengue, o Aedes aegypti. É importante ressaltar que a enfermidade não é passada de uma pessoa para a outra ou de macacos para os seres humanos.

Na maior parte dos casos, os sintomas tendem a surgir cerca de 3 a 6 dias após o organismo entrar em contato com o vírus. Os principais sinais indicadores de febre amarela são:

  • febre súbita, com várias intensidades;

  • dores de cabeça;

  • calafrios;

  • dores musculares e articulares ao longo do corpo (especialmente na coluna);

  • cansaço e indisposição;

  • náuseas e vômitos.

Em casos mais graves e avançados, o paciente pode sofrer lesões no fígado, que levam ao surgimento da icterícia (coloração amarela na pele e da região branca dos olhos). Além disso, há relatos de sangramentos internos e de falência de alguns órgãos, fatores que podem levar os pacientes a óbito.

Quais são os principais tratamentos da febre amarela?

O diagnóstico da febre amarela é, apesar de simples, um pouco demorado. Isso ocorre por conta da especificidade dos exames laboratoriais, que contam com isolamento do vírus, sorologias e testes de PCR (Reação em Cadeia de Polimerase). Costuma-se combinar os sinais físicos com achados em hemogramas, que incluem quantidades inferiores de linfócitos e plaquetas, por exemplo.

Por isso, o tratamento é instaurado assim que há a suspeita de contaminação pelo vírus. Nos casos mais leves, ele é apenas de suporte e inclui hidratação por via oral e remédios para a febre e dor.

Já nos casos mais graves, a internação é recomendada para que o paciente seja observado (com realização frequente de exames que avaliam as funções renais e hepáticas e medicação feita com a frequência correta) e para que uma intervenção rápida seja possível em caso de complicações. Em situações mais extremas, transfusões e hemodiálises podem ser recomendadas.

Alguns medicamentos são proibidos em casos de febre amarela e, por isso, a automedicação deve ser evitada para diminuir o risco de complicações para os pacientes.

Como podemos nos prevenir contra essa doença?

A maior incidência do problema ocorre durante as estações mais quentes, principalmente o verão. Isso ocorre devido ao grande número de chuvas e aumento da temperatura do ambiente, fatores que favorecem a reprodução dos mosquitos.

Por isso, a melhor forma de prevenção é tentar bloquear a proliferação desses insetos e nos proteger deles utilizando os seguintes métodos:

  • repelentes (atenção para a bula em caso de utilização em crianças);

  • telas e mosquiteiros nas janelas;

  • utilizar roupas de mangas longas e calças compridas;

  • evitar água parada e focos de depósito de ovos dos mosquitos.

Apesar disso, a vacinação é o método mais eficiente para a prevenção de todos. Ela é bastante segura e pode ser aplicada em grande parte das pessoas, exceto gestantes e pacientes transplantados, imunodeprimidos, alérgicos a ovo e gelatina e que fazem uso de corticoides. Idosos e doentes crônicos devem passar por avaliações individuais para verificar se podem se vacinar.

Como podemos ver, o tratamento da febre amarela é eficaz e pode devolver a saúde aos acometidos por essa doença. No entanto, uma consulta com um médico se torna imprescindível com o surgimento de sintomas, para que outras causas sejam excluídas e o direcionamento seja específico para o problema.

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