Os efeitos prejudiciais da vida moderna nos atingem constantemente e podem, em algum momento e de forma brusca, gerar uma grande ansiedade e nos paralisar. Atividades antes corriqueiras se tornam um pesadelo e a angústia uma companheira. Se isso acontece com você, é possível que você esteja vivenciando a Síndrome do Pânico.

Homens e mulheres podem ser vítimas, e os distúrbios aparecem geralmente no início da idade adulta ou final da adolescência. 

Neste post, vamos mostrar como lidar com a síndrome do pânico, apresentando dicas para se conhecer melhor e superar uma crise.

Mas afinal, o que é a síndrome do pânico?

A origem da palavra pânico é do grego “panikon”, ou seja, susto ou pavor repentino e violento. A síndrome é caracterizada por ataques recorrentes de uma ansiedade grave, causando suor abundante, tremores, apertos no coração e a sensação de morte iminente.

A resposta a esta enorme bagagem de adrenalina na corrente sanguínea são fobias diversas. Podem ser básicas, como manter uma luz acesa para não ficar no escuro, até não conseguir sair de casa por medo de que ocorram novos ataques em lugares públicos. Vale lembrar que o transtorno pode evoluir sem agorafobia — o medo de estar em espaços abertos ou em meio à multidão.

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2 a 4% da população sofre dessa síndrome no mundo.

Como lidar com a síndrome do pânico?

A Associação Americana de Psiquiatria e a Classificação Internacional de Doenças (CID) consideraram a síndrome do pânico como um transtorno de ansiedade.

O diagnóstico inicial envolve descobrir como a pessoa tem passado as noites, a fim de descartar distúrbios do sono. Uma vez afastado, vamos conferir 3 dicas para lidar com a síndrome do pânico, principalmente na hora de superar uma crise.

1. Conheça os fatores

Aos sentir sintomas de ansiedade anormal, foque no contexto e faça uma análise das causas do medo. Atente para as situações que lhe deixam vulnerável e se isso afeta você fisicamente.

Reconhecer os fatores que causam o ataque de pânico é a primeira solução para tratar a síndrome.

2. Busque ajuda profissional

O acompanhamento de um profissional especializado (psicólogo ou psiquiatra) é recomendável. Ele poderá orientá-lo para as causas do problema e trabalhar suas angústias, amenizando os traumas geradores dos pânicos.

Atualmente, você pode encontrar programas de associados que oferecem consultas médicas a preços mais acessíveis. Adotar práticas de medicina preventiva é também importante para que as crises não afetem sua saúde a longo prazo.

Recorrendo à psicoterapia e a medicamentos para tratar o foco da ansiedade, de acordo com sugestão médica, você consegue controle rápido e eficaz na maioria dos casos. Nem sempre a manutenção do tratamento requer uso de antidepressivos e você pode aprender a se controlar apenas mudando alguns hábitos.

3. Reveja seu estilo de vida

Excesso de trabalho e de responsabilidades, seja profissionalmente ou em casa, podem rapidamente fugir do nosso controle e nos deixar vulneráveis. Rever nosso estilo de vida constantemente e agregar práticas saudáveis, como alimentação adequada, exercícios físicos, novas técnicas de respiração, podem ajudar muito.

Na internet, você encontra técnicas de meditação e exercícios breves que poderá adotar sem que tomem muito de seu tempo. Criar o hábito de meditar apenas alguns minutos ao dia faz toda a diferença.

Você pode também beber chás de ervas calmantes, como erva-de-são-joão e camomila, para ajudar a diminuir o estresse.

Quais as causas da síndrome do pânico?

Ataques de pânico não têm uma única causa e não há como prevê-los. Antes de tudo é preciso verificar a história de vida da pessoa, desde acontecimentos da infância ou da vida (traumas, rejeições e separações) a fatores ambientais, socioculturais.

Também situações estressantes, consumo de drogas, excesso de cafeína, até predisposição genética podem causar a síndrome.

No Brasil, o problema acomete pessoas entre 20 e 45 anos e ocorre mais em mulheres. A melhor estratégia é acalmar-se e aprender a lidar com a síndrome. Avalie seu cotidiano e busque evitar situações e substâncias que podem gerar os ataques. 

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